O que é correr riscos afinal?
Ir para um caminho de tristeza?
Ou de felicidade?
Talvez sejam as duas opções no mesmo caminho.
Nada é certo, só saberá aonde o caminho a leva, quando desbravar-se nele.
O mesmo caminho é diferente para todas as vezes que passamos, pois nunca somos os mesmos.
Decidir entrar nesse caminho?
Acho que não é uma escolha que seja feita, já estamos a cada dia percorrendo, às vezes voltando, andando por outro lado.
Estamos tão acostumados em ver o mundo com toda ordem que ele possui, que acabamos por acreditar em um minúsculo universo, um universo sem graça e rotineiro.
Perceber as coisas, mesmo que seja um sentimento, ou uma música, uma lembrança, ou algo que nunca notou, algo quase imperceptível, expandimos nosso universo de uma maneira que nossa mentalidade passa para algo vivo, algo que faz mais sentido do que o “ser alguém na vida”.
Quando estamos em contato com isso, não existe tempo, nem local, nem preocupações.
Liberdade? De expressão? De Pensamento? Ser louco em um mundo de pessoas normais?
Essas pessoas que choram por tudo estar exatamente da maneira que elas construíram.
Ou que gastam suas vidas pensando em acumular bens, mas que simplesmente não vê quantas portas existem, apenas esperando para serem abertas.
Mas estas pessoas olham apenas para o futuro, este que está lá na frente e nunca chega.
Olhe ao seu redor. O que vê? Nada? Tudo? Veja o que lhe faz bem, o que lhe proporciona a felicidade, agarre ela e não largue nunca mais.
Se nada é verdadeiro, esse post também não é. Be Happy P-)
O mais interessante foi que no dia anterior a essa sua postagem eu li um trecho num livro que me levou a reflexão…
“Tudo é um em um milhão de caminhos. Você deve sempre manter em mente que um caminho não é mais do que um caminho; se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para si nem para os outros, em largá-lo, se é isso que seu coração lhe mandar fazer. Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser identa de medo ou de ambição. Pergunte-se a só e a si, uma coisa: esse caminho tem um coração? Todos os caminhos são os mesmos: não conduzem a lugar algum. São caminhos que atravessam o mato ou que entram no mato(…)”
dom Juan
Esses dias alguém comentou algo que você mencionou: um mesmo homem nunca entra num mesmo rio. Porque o homem muda, e o rio também. ^^
Não concordo com o “Veja o que lhe faz bem, o que lhe proporciona a felicidade, agarre ela e não largue nunca mais.” -> tudo é impermamente. O apego à coisas impermanentes traz sofrimentos (4 nobres verdades do buddhismo).
Sim, veja o que lhe faz bem e proporciona essa felicidade… sinta essa felicidade, aproveite o momento, o agora… sem criar dependência. =]